Vaidade, pra que te quero?

Vaidade, vaidade. Tudo é vaidade – diz o pregador. Mas vaidade seria roupa nova, bonita e na moda? Seria maquiagem para realçar a beleza? Seria um corte novo de cabelo ou mudar a sua cor? Esconder os fios brancos? Seriam os acessórios – cintos, fivelas, bijuterias e gravata? Ou seria o carro zero, a decoração da casa? O cardápio do almoço? Tudo isso são coisas passageiras, nada dura para sempre. E se durar, as coisas ficam e a gente se vai.

O pregador diz que “tudo” é vaidade. Tudo. E não é que ele tem razão? Mas quem foi que disse que a vaidade é uma coisa ruim? Pois é. Mas tem muita gente que acha que sim. Eu cresci ouvindo um discurso vazio que afirmava que a vaidade era apenas coisa de mulher, destacando maquiagem (para mudar o que Deus fez), roupas (moda) e acessórios (coisa de pagão). E só isso era vaidade – e vaidade era pecado.

Mas lendo a Bíblia nesta manhã, me deparei com um conceito muito diferente. E o novo discurso sobre vaidade me fez admirar ainda mais o rei Salomão – filho de Davi – aquele menino que matou o gigante Golias. Eclesiastes capítulo dois. É curtinho. Você pode acompanhar em sua própria Bíblia ou clicar no link da Bíblia Online aqui.

Por que não enxerguei isso antes?

Assim como o coração de todos nós, mortais, o de Salomão  – tido como o homem mais sábio que já houve na terra, sem nenhum com tanta sabedoria nem antes nem depois, também queria sentir prazer e alegria na vida. Ele queria dar risada e sentir todo o bem-estar que a endorfina proporciona no corpo humano.

Mas algumas pessoas dizem que alegria demais é pecado, falta de compostura e de reverência. Está doido? De que serve esta alegria toda? – É vaidade. Sim, Salomão estava certo. A alegria passa. Mas a tristeza também passa. Então, é bom se dar ao luxo de viver algumas alegrias. Em outro livro Salomão disse que “o sorriso nos lábios faz o rosto ficar bonito, mas o coração abatido faz secar os ossos.” Logo, estar alegre e sorrindo só pode ser algo muito positivo – ainda que passe.

Então, Salomão resolveu experimentar as reações químicas do vinho, e entregar-se à loucura de ser humano. Ele queria saber qual era a melhor coisa que um homem poderia fazer nessa terra. Em sua vaidade louca, ele construiu obras magníficas, casas e plantou vinhas. Fez hortas e jardins com tudo o que tinha direito. (E só de ler o relato, morro de inveja branca!) Árvores com toda a espécie de fruto, empregados aos montes. E ainda acumulou tesouros de prata, ouro e pedras preciosas.

Cultura também foi uma das vaidades que Salomão usufruiu. “Provi-me de cantores e cantoras, e das delícias dos filhos dos homens; e de instrumentos de música de toda a espécie.” E olha que naquela época não tinha CD, DVD, nem como baixar nada na internet. Então, todos os shows eram ao vivo – e particulares. Já pensou poder dizer: Celine Dion, por favor, agora gostaria que você cantasse… e escolher o repertório conforme sua vontade, como se tivesse um controle remoto na sua mão. Pois é. Salomão podia.

Muito chato esse Salomão. “E tudo quanto desejaram os meus olhos não lhes neguei, nem privei o meu coração de alegria alguma”.  Quem é que não gostaria de poder se dar ao luxo de fazer o mesmo? Ah, não. Fazer tudo o que se tem vontade é uma coisa muito chata mesmo. Entediante! Oh, como eu queria um tédio desse.

Aí o cara vem e diz que o seu coração se alegrou por todo o seu trabalho. É, gente. Ele também trabalhava. Parece que não ficava esperando as coisas caírem do céu. Além de trabalhar, ele estudava muito. Pesquisava, observava. Não ficava esperando o conhecimento aparecer do nada. Nem tinha televisão, internet e o tanto de livros que temos hoje – onde podemos aprender tantas coisas sem precisar dar uma de cientista. Então, Salomão olhou para tudo o que suas mãos haviam produzido, e o trabalho que realizara com seus próprios esforços, e descobriu que tudo quando havia feito era vaidade. Trabalho é vaidade desde quando, Salomão? Desde quando os frutos do trabalho também passam, viram fumaça. Então trabalhar demais, investir, mudar de classe social… isso também é vaidade – pois é passageiro, pode acabar. A casa nova pode pegar fogo, o carro zero pode dar perda total em um acidente, o dinheiro na poupança pode ser confiscado pelo governo, a empresa pode sofrer um golpe do tesoureiro e você ficar sem nada. Então, tudo isso também é vaidade.

Tudo isso é aflição de espírito porque nada disso tem proveito algum debaixo do sol. Calma aí, Salomão? O senhor pirou? Como assim não há proveito algum debaixo do sol?

Mas o sábio tem razão. E é por isso que até mesmo o trabalho ele chama de vaidade. Vaidade é algo que passa, que não dura pra sempre. As construções, os jardins, as hortas, a música… tudo isso não vive para sempre debaixo do sol. Tudo passa. Acaba um dia. A gente se “mata” para conquistar algo que não possui de verdade. Não possui, porque ou a coisa acaba, se deteriora, ou é você que acaba e deixa sua conquista para outro usufruir.

Salomão se deu conta de que toda a riqueza e conhecimento que ele havia acumulado não eram dele para sempre. Assim como o dinheiro que eu ganho escrevendo – já que vivo de palavras. Escrevo, escrevo. Vendo o texto. O dinheiro chega e logo vai embora. Roupa, sapato, prestação do carro, aluguel. A roupa fica velha ou enjoo dela e passo pra frente. Mas e as horas que passei trabalhando para conquistar o dinheiro que foi gasto naquela peça? Pois é – já foi. Vaidade. Pra que comprar roupa nova? Pra me sentir bem e usufruir do esforço do meu trabalho, ora bolas. Dá licença que o dinheiro é meu, fruto do meu trabalho, ok?

Salomão descobriu o óbvio: o louco e o sábio têm o mesmo fim. O sol brilha para todos. O ar enche o pulmão de todos. O analfabeto e o doutor. Então, para que buscar a sabedoria? Para que estudar tanto, ler tanto, se informar tanto? É tudo vaidade. O conhecimento também passa. Acaba quando eu acabar. E ele pega pesado. Diz que o sábio não será mais lembrado do que o tolo no futuro. Tudo bem, naquela época não existiam vídeos digitais salvos na internet. Mesmo assim, você não estará lá para saber se ainda lembram que foi você quem deixou aquele legado imortal.

Aí ele ficou com raiva e odiou esta vida. Afinal, tudo é vaidade e aflição de espírito. E pior, tudo o que Salomão havia realizado ele teria que deixar ao homem que viesse depois dele e ele não sabia se o herdeiro seria sábio ou tolo. Mas era certo que tomaria a posse de tudo o que ele havia construído com tanta sabedoria.

Diferente de mim, Salomão ficou desesperado quando se deu conta que trabalhou além das próprias necessidades. Se bem que eu adoraria ser herdeira dele. Quem não gostaria?

Já ouviu a expressão: “filhinho de papai que não sabe dar valor ao dinheiro?” Pois é. Vi muitos assim na faculdade. Matando aula, trocando de curso o tempo todo. Afinal, o papai é empresário rico que só trabalha. E o filho só gasta tudo sem responsabilidade. Também há casos de fortunas que somem no vento depois que a herança cai nas mãos dos filhos. Salomão diz que isso é vaidade e grande mal – a herança. Eu costumo dizer que tem gente que não merece a conta bancária que tem.

E quem tanto trabalha pra acumular riqueza, ganha outros problemas: trabalho, aflição, ocupação, preocupação.  Não consegue desligar nem de noite. Não relaxa nunca. Até sonhando o trabalho aparece. Isso quando não encontra respostas para problemas do trabalho durante o sonho.

Tudo bem, tudo bem. Mas quem foi que disse que é errado trabalhar arduamente para usufruir o fruto do seu trabalho como bem quiser? “Não há nada melhor para o homem do que comer e beber, e fazer com que sua alma goze do bem do seu trabalho. Também vi que isto vem da mão de Deus.”  É isso mesmo. Isso vem da mão de Deus. É uma aflição seguida de prazer que é um presente de Deus para nós. Ufa! Que susto, senhor Salomão!

Mas vai ser metido e vaidoso assim lá na China. Olha só o que o cara esfrega na nossa cara: “Pois quem pode comer, ou quem pode gozar melhor do que eu?” – É, quem? Fazer o quê? Ele pode. Esse tipo de coisa é pra quem pode, não pra quem quer.

“Porque ao homem que é bom diante dele, dá Deus sabedoria e conhecimento e alegria; mas ao pecador dá trabalho, para que ele ajunte, e amontoe, para dá-lo ao que é bom perante Deus.”

Esse último verso me lembrou um bazar que aconteceu no Jóquei Clube, em São Paulo, com os bens do Abadia, um traficante que havia até mudado o rosto com cirurgia plástica, e que fora preso. Roupas caríssimas, obras de arte, eletrodomésticos, sapatos, DVDs… tudo foi vendido a preços mais acessíveis e a renda foi doada para a caridade.

Seja como for, a gente vai e a riqueza fica. Mas isso não significa que seja errado trabalhar por um sonho de construir coisas que tornem a minha vida ou a de outros mais confortável. Não há nada de pecado nisso – como diz o discurso de alguns. Desde que você tenha consciência de que isso é passageiro, que isso é apenas o que você tem e não o que você é, está tudo certo.

Você pode sim, usufruir todo o conforto conquistado pelo seu trabalho. Pode sim, investir o seu tempo acumulando conhecimento. Pode sim, criar uma empresa, um negócio, e enriquecer. Que mal há nisso? Nenhum. Desde que você não se apegue a isso mais do que ao verdadeiro tesouro da vida – que é viver com sabedoria – um tesouro muito maior, que a traça e a ferrugem não corroem, nem mesmo o tempo. “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria” – e temor não é sinônimo de medo, significa respeito, reconhecimento.

Então, chega de pensar pequeno. Chega de preguiça. Vamos arregaçar as mangas e trabalhar bastante, para termos o prazer de usufruir o fruto do nosso trabalho – um prazer que Deus concedeu a nós, humanos. E chega de inveja no carrão do vizinho, na empresa do tio, na fazenda do avô, no marido rico da prima, na viagem do colega da faculdade. A vida é assim mesmo. Alguns usufruem o fruto do próprio esforço, outros usufruem dos frutos do esforço do outro. E se você não se encaixa no segundo grupo, entre no primeiro, ora bolas. É vaidade? É. Passa? Passa. Mas é ela que move o mundo, deixando as mulheres mais belas e confiantes, os homens mais cheirosos e menos inseguros, as cidades mais bonitas. E mais, ela até ajuda a prolongar a vida de muita gente – quando o sábio médico aplicada sua vaidade em pesquisas na medicina patrocinado por outro empresário rico e vaidoso resolve deixar o seu legado para a sociedade.

Vaidade, vaidade. Pra que te quero? Não sei exatamente. Mas te quero, e te quero muito.

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Deseducação sexual – boneca x sapo

Vamos tirar o sexo do pântano!

Vamos tirar o sexo do pântano!

No meu tempo de adolescente não se falava em sexo – o que já é lamentável – salvo em algumas aulas de educação sexual na escola. Nelas era ensinado como não engravidar nem contrair DSTs. E só.

Mas, hoje em dia, ao invés de não ter educação sexual, a garotada recebe deseducação sexual nos lugares mais impróprios, como nos vídeos pornográficos da internet, e nas novelas e filmes que assistem em família. Mesmo hoje, com tanta informação circulando, ninguém fica sabendo que uma energia sexual saudável é importante para a saúde do corpo, a autoestima, a beleza e a longevidade. Aliás, feliz o casal que realmente sabe o que é sexo gostoso, e tem energia para praticá-lo.

No geral, as mulheres até querem, mas não sabem como curtir de verdade. Tudo bem que às vezes o problema está com elas que ainda não aprenderam a se entregar – de verdade – ao marido. Aí caem no truque do prazer fingido, e isso é péssimo para ambos, pois ela pode começar a cobrar do esposo de outra forma, se irritando e criticando em situações que nada tem a ver com a cama.

Por outro lado, o marido – que antes parecia ter uma dúzia de mãos cheias de desejo, passa a concentrar tudo na etapa final, deixando a esposa frustrada. A pressa, a falta de cumplicidade, companheirismo e carinho transforma o que poderia ser puro amor em uma cena daquelas de filme pornô da pior qualidade. Com um agravante: mulher nenhuma sente o que as atrizes do gênero interpretam nesse tipo de filme. Sem conseguir dar prazer à esposa, o sujeito começa a achar que ela é “fria”. Mas é ele quem traz o freezer para sua própria cama.

E qual é a mulher que tem coragem de dizer ao marido, com todas as letras, que ela não tem vocação para atriz de filme pornô? Isso significaria, para a grande maioria dos homens, um tiro no ego. Descobrir que o príncipe virou sapo não é pra qualquer um. Tem que ser muito macho para reverter a situação.

O que é preciso para ter uma cama sempre quente? 

Segundo Chekes iLLa, diretora da Escola do Feminino no Brasil, é muito importante a correta escolha do parceiro, pois a mulher precisa de segurança – mesmo dentro do casamento. Para Chekes, a mulher precisa aprender a ser seletiva, reconhecer o bom parceiro e dele não ter medo, se entregar e ter confiança. “Se a mulher não souber escolher o parceiro adequado sempre estará em estado de alerta, esperando alguma traição ou abandono, e neste estado não pode haver sexo bom”, diz a especialista.

Alguns maridos não entendem essa necessidade feminina. Depois de alguns anos de casamento, não percebem que atitudes como indiferença, grosseria gratuita por estresse que pode ser gerado por fatores externos ao ambiente familiar, falta de carinho e atenção como nos tempos de namoro ou primeiros meses depois da lua-de-mel, afetam a capacidade de entrega de suas esposas. E só enxergam o que fica faltando fora dela: um jantar especial, mais visitas ao salão de beleza, renovação da lingerie, casa arrumadinha… voz doce e o mínimo de reclamações (tudo isso é reflexo da cama).

Na cama do casal, os sentidos (audição, paladar, olfato, visão, tato) precisam estar abertos, presentes de corpo e alma, e não mergulhados nas suas preocupações ou sonhos particulares. Só que, em situações de estresse e insegurança, quando a mulher sente que passou a ser vista como uma “boneca inflável”, é exatamente isso que o esposo terá na cama, pois seu corpo estará sob os lençóis – mas o pensamento estará muito, muito longe.

Essa informação já é um grande diferencial, tanto para os homens como para as mulheres, já que nos tempos da minha avó as mulheres aprendiam a ter medo do sexo oposto, o que tornava a cama um local de sacrifício para a mulher, e um prazer medíocre para o homem.

Mas hoje não precisa ser assim. Vivemos em tempos de comunicação aberta, informação gratuita à disposição de todos. Resta decidir adquirir ter uma boa educação sexual, ou continuar aprendendo e fazendo tudo errado – o que pode colocar em cheque um casamento que poderia ser feliz.

Preparando-se para uma boa cama

Você pensa em sexo durante as refeições? Então comece a pensar. Na hora de comer, beber, falar, pensar, se mexer, é bom pensar em como isso pode afetar a vida sexual – e fazer as escolhas certas. E se você acha que o corpo está ok, não se iluda. Corra já para a academia. Academia comum mesmo. É que, para que o sexo seja bom, também é necessário um cuidado especial com todas as áreas da saúde. A Escola do Feminismo recomenda exercícios físicos para que o corpo esteja flexível e preparado para uma intensa noite de amor. A alimentação também deve ser adequada, saudável e nutritiva. Só assim o corpo será ligeiro e o aroma agradável.

Rituais de sedução

Segundo especialistas, o ato sexual, quando bem preparado, intencionado e com um parceiro compatível acende a chama desta energia vital, tornando a mulher (e o homem) mais radiante, bela, magnética e jovial.

A troca de energia sexual entre marido e mulher vai além do sexo em si. A sintonia pode ocorrer em uma simples conversa, compartilhando atividades, troca de olhares… toques de carinho, massagens…

Não é porque se está casado há mais de cinco anos que os rituais de paquera, encanto e sedução estão dispensados. Muito pelo contrário. Sem aquela adrenalina da paixão – que não dura a vida toda – esses rituais tornam-se mais necessários do que nunca. Para o casal é muito importante intimidade e confiança, mas ao mesmo tempo não deve haver uma rotina que acabe transformando o sexo em algo mecânico, e até chato. Também se recomenda um certo mistério e renovação contínua.

A mulher necessita ter admiração pelo seu parceiro, pois sem ela não há desejo. E como admirar alguém que a trata com grosseria ou que não toca em seu corpo com carinho? Ninguém gosta de se sentir uma boneca-inflável.

Para o homem é muito importante que a mulher o saiba receber, com paixão e ternura, sem competição, nem exigência. Como ter ternura por uma mulher que só sabe reclamar e gritar? E ambos devem pensar no bem estar do outro, saindo do próprio egoísmo.

Segundo o terapeuta americano Wilhelm Reich, “energia sexual é a vida em sua melhor expressão, é fonte de beleza, juventude, vigor e longevidade.” Quando essa energia está em baixa, acaba se tornando uma pessoa apática, cansada, sem vigor, mal humorada, cheia de dores, desinteressada pela vida e desinteressante para o outro.

Ao contrário disso, sexo feito casualmente, sem intenção ou admiração pelo parceiro, pode se tornar mecânico e ser um desperdício de vitalidade, além, de perder a graça rapidamente.

Sexo bom não tem a ver com experiências com diferentes parceiros, nem de reproduzir o que se vê em vídeos explícitos. Trata-se de conhecer a si mesmo e ao outro, respeitar e somar as diferenças.

Casamento deveria ser sinônimo de sexo bom e seguro, e melhor a cada ano que passa – e não o contrário. Tem até uma campanha no exterior que fala sobre isso. Lembre-se sempre: “Faça amor, não faça pornô!” 

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25.07.2009 – Honra a teu pai e a tua mãe

Itaniel Silva, Unasp-SP

Honra a teu pai e tua mãe para que se prolonguem o seu dia na terra que o senhor teu Deus te dá. (Mandamento número 5, no verso 12 de êxodo 20.)

Você já reparou que vive numa sociedade onde existe um forte expirito contrário às normas, leis regras, princípios? Vivemos nos dias do individualismo. É o relativismo. Tudo depende. Encontrar razões filosóficas para agirem contra a lei e as normas é que elas são vistas como obstáculos para a nossa liberade. Não gostamos delas. Essa forma livre de viver como a sociedade moderna é viver sem lei, sem norma. Viver de qualquer maneira, qualquer modo. Do jeito que bem entende cada um. Se baseiam numa lei equivocada. Existe até uma razão religiosa para se opor à lei. A razão religiosa diz que a fé é conrária à lei. Portanto, se eu tenho fé a lei está dispensada. A razão de dispensa da lei não existe pela dispensa da fé. Mas é totalmente absurda.

A lei na Bíblia ié apresentada como norma de conduta para quem tem fé e foi salvo pela graça de Jesus. A única lei à qual a fé se opõe é a lei obedecida como meio de salvação. Essa lei a fé se opõe. A fé anula essa lei. Mas não se opõe a nenhuma lei, principalmente à lei moral de Deus. Porque é impossível viver sem lei, normas; numa sociedade sem princípios e limites.

Imagine você chegar no estacionamento sem limites? Sem demarcação. Cada um põe seu carro do jeito que melhor lhe convier. Imagine você entrar numa quadra pra brincar e não tem regras, linhas, limites. Que esporte é esse? Que graça tem isso? Nem tem graça. Nem tem sentido. Não é possível viver sem regras. Essa nossa sociedade está desorientada.

Deus observa todo o comportamento que deve anteceder ou orientar o relacionamento do homem para com Deus e para com seu semelhante. Os dez mandamentos condensam todas as oreientações que o ser humano precisa para relacionar-se com o seu criador e seu próximo. Nos dividimos as lei em duas tábuas. De um lado os relacionamentos com o Deus e do outro lado os 6 mandamentos para o nosso semelhante.

Cada mandamento, embora anunciado de forma negativa presume palavra de princípio que são positivas e não negativas. É isso que temos que olhar. Por trás de cada mandamento existe um princípio positivo. Qual a palavra do primeiro mandamento?

Não ter outro deus diante de mim.

A palavra positiva é lealdade. No segundo,

Não farás imagens.

A palavra é adoração. O terceiro, a apalavra é reverência. O quarto, sábado, dependência. Quinto, honra. O sexto, não matarás. O sétimo, pureza. Oitavo, honestidade. Nono, integridade. Décimo, contentamento.

O homem banal começa com as coisas e termina com Deus. Poir isso, estudar os mandamentos de Deus ainda é uma coisa interessante. Vivê-los, praticá-los, guardá-los na vida e no coração é sabedoria.

Observe a relação que existe entre o primeiro mandamento, não ter outros deuses diante de mim, e a palavra que resume este princípio é lealdade. Veja a ligação do primeiro mandamento da primeira tábua com o primeiro da segunda tábua. Honra X lealdade é a palavra central e a da segunda tábua… qual é a grande lição de ligação. Lealdade é uma forma de respeito. E respeito é uma forma de lealdade. Ora, se eu sou leal a Deus, eu preciso respeitar os meus semelhantes, especialmente meu pai e minha mãe. Estão em íntima ligação deixando claro que assim como devemos lealdade a Deus e ao senhor, devemos respeito aos nossos pais que nos deram a vida. Nossos pais são os legítimos representantes de Deus nesta terra. Honrando nossos pais aprendemos a honrar o nosso Deus.

E aqui está a seriedade:

Eles são o único Deus que os filhos conhecem quando são crianças. Eles são o primeiro Deus que eles conhecem. Porque os pais são representandes de Deus? Nada fazemos a Deus que não afete ao homem.

O quinto mandamento está no centro da lei. É o mais importante. Se colocar digitado em forma igual, vai ver que ele fica no centro da dobra, no meio da folha.  Deus sabia que com o passar da história humana os filhos seriam ingratos, profanos, desobedientes. Profanar é desrespeitar o que é sagrado. Nossos pais são sagrados. Quando nós os desonramos, os profanamos. Desinteresse, desacato, abandono, desprezo, são assuntos comuns vistos hoje em nossa sociedade.

Nossas regras e normas de princípios, valores estão sendo desprezados pelos pais. Porque os meios de comunicação e seus programs, shows, filmes e novelas estão imprimindo em nossas crianças uma cultura de desrespeitos. Diante da volumosa onda moderna de impor uma cultura de desrespeito a tudo, os pais ficam incapazes de impor limites e exigir obediência. Hoje somos pais desalinhados. Os pais perderam a força, a coragem, e passaram a viver com os filhos como meros colegas, perdendo a função divina, de mestre.

Ele é um professor. É um professor da fé. É ele que estabelece o certo e o errado para os filhos. Se honrar os pais é dever dos filhos, a responsabilidade dos pais é exigir dos filhos essa honra e respeito.

Honrar pai é uma ordem de Deus. Ninguém é so pai ou filho. Todos nós somos filhos. Mas os filhos estão tomando o lugar do pai. Tomando o lugar e a posição que Deus deu. Quando o filho toma o lugar do pai exigindo que ele o trate apenas como colega, perdeu-se a possibilidade da disciplina. Quando eu sou um mero colega do meu filho ninguém sabe mais quem ensina e quem aprende, quem fala e quem escuta. Meu colega não tem obrigação de estabelecer limite nenhum para mim. Se eu sou colega do meu filho não tenho autoridade.

Nenhum mandamento vai determinar nenhum relacionamento humano além do pai-filho.  Não existe mandamento que diga que você deva honrar a sua mulher. Honrar o marido, seu amigo. Existe o único mandamento que diz que você deve honrar uma pessoa, o seu pai, a sua  mãe. E isto é correto. Não precisa existir um mandamento pra cada classe de pessoas com quem eu me relaciono. Quando eu aprendo a honrar o meu pai eu aprendi a honrar todas as pessoas.

Para você que ainda está namorando e vai namorar, observe como ela trata seu pai. Existe um único mandamento que fala de relacionamento entre as pessoas. Se o seu namorado sabe respeitar a sua mãe, então saberá respeitar e honrar você. Se ele não sabe honrar e respeitar seu pai, não imagine que ele vai te tratar melhor. Quem não aprendeu a honrar pai nunca vai honrar ninguém.

Certa mãe fazendo limpeza em sua casa um dia, encontrou uma revista. Não preciso nem dizer o conteúdo. Quando o filho chegou, ela foi folheando página por página daquela revista, mostrando aquelas garotas e dizendo:

Essa é sua irmã. Essa é sua mãe. Essa é filha de alguém. Essa é sobrinha de alguém. Essa é neta de alguém. Essa é a irmã de alguém. É assim que você vê sua mãe? É isso que você gostaria de ver sua mãe fazendo? Jogue essa revista no lixo e não traga mais isso pra dentro de casa.

Anos mais tarde, na universidade, ele voltava de um passeio e alguns colegas pararam num prostíbulo no caminho. Cada um tomou uma garota daquele lugar. E quando esse rapaz estava no quarto com a sua garota, ele olhou para as paredes e percebeu que o quarto estava ornamentado com fotografias da sua família. Ele entendeu que ali estava o seu pai e a sua mãe. E aquela lição da mãe anos atrás, veio: “… esta é sua irmã. Esta é sua mãe….  é filha de alguém.”

Em sua próxima visita à mãe, o garoto contou o que havia acontecido.

“No carro, cada um dos colegas contando as aventuras com a garota… eu disse o que vê tinha me dito. “Ela é filha de alguém!” E eles ficaram mudos, calados, estáticos. Ninguém falou uma palavra por uns 50 quilômetros.”

A lição é olhar as pessoas como filhos de Deus, com valor. Não como objetos. Esse é o dever do pai, da mãe. Ensinar os filhos a olhar com respeito nessa sociedade de misséria e tragédia.

Duas coisas importantes:

1. Esse é um mandamento incondicional e universal. E válido para todas as pessoas.

O mandamento apenas diz honra, faça isso. Não apresenta condições. Alguns filhos pensam que os pais existem apenas para pagar suas despesas até o fim da vida. Parece que eles olham pro pai apenas como uma bananeira. Só dá um cacho uma vez na vida. Uma bananeira não produz dois cachos. Produz apenas um e depois que você colhe o cacho e ela morre. Daí, esses filhos comem os frutos, aproveitam do velho e depois acabou, deixou pra lá.

2. Não determina tempo.

A história do meu pai está sobre a minha vida, vivo ou morto. Alguém acha que o pai só serve quando está com saúde. Depois deixa o pai pra lá. Honra a teu pai e a tua mãe, vivo ou morto. Perto ou longe. Honra o teu pai e a tua mãe quer você conheça ou não saiba quem é ele. Ele existe porque você existe.

Eu recebo jovens na mina sala. Eu tive a alegria de ouvir uma história. Um dos jovens, respondendo as minhas perguntas quando ele vei o pedir ajuda para continuar estudando.

- Cadê seu pai? Quem é sua mãe? O que eles fazem?

- Meu pai é um irresponsável. Ele não tem o menor cuidado com os irmãos e a minha mãe. Gasta tudo com cachaça e prostituição. É violento. Bate e espanca a nós todos. Nós vivemos na miséria.

Então, porque você quer estudar?

Eu quero estudar. Quero ser alguém na vida. Eu quero ajuar meu pai.

Ajudar seu pai? Não deveria deixar ele lá na miséria? Ele escolheu ser assim.

(Lágrimas nos olhos.)  Eu quero estudar pra ajudar meu pai. Você não sabe os pais que existem por aí. Eu tenho que tirar ele da cachaça, mostrar o caminho de Jesus pro meu pai. Vou trabalhar até que ele se converta.

Filho, eu também choro com você.

Honre seu pai.

Honre a sua mãe.

É o único mandamento com promessa. Não faça pela promessa.

Eu não acredito que esse mandamento esteja falando de uma longa existência na terra. Não tenho essa visão. Mas a minha visão é que Deus está falando de uma consciência limpa. Viva com a consciência limpa porque com ela você poderá viver melhor, não importa o tempo que vá viver na terra. Você vai ter uma vida gostosa, saborosa, de alegria. Não importa quem são eles.  Não importa o que eles tenham no passado.

Como pode um cara que foi espancado pelo pai dizer

quero estudar pra ajudar meu pai e levar ele pro céu comigo?

Onde está seu pai? Onde está sua mãe hoje? Você poderia fazer algum gesto pra eles hoje? Um beijo, ume –mail, um telefonema… abraço, beijo…

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De onde vem tanta infelicidade?

Jose Luiz Tejon*

Michael Jackson morreu e vivia infeliz. Farrah Fawcett, que já foi a mulher mais bela do mundo, faleceu, e vivia infeliz. Fred Mercury, a voz mais espetacular dos últimos tempos, vivia infeliz.  Recentemente, uma revista alemã revelou que Gisele Bundchen, a top-model mais rica e bela do planeta, estava muito infeliz, e nada garante que isso tenha mudado.

Por que os símbolos e ídolos ficam famosos, ricos, são bonitos, fortes e poderosos, registram uma trilha de desgraças e conseguem transformar a virtude de um forte talento, de uma vocação, de um brilho de um inegável “dom” em uma auto-destruição ?

Convivi no inicio da minha carreira com potenciais grandes artistas, personalidades de um talento profundo no campo das artes. Nenhum deles superou os difíceis degraus de uma carreira de sucesso. Abandonaram, foram fazer outras coisas. Não perseguiram o chamado das vocações recebidas. Também estão infelizes. Para os que deixam as trilhas é sempre válido relembrar, se não assumimos o compromisso com nosso diferencial e missão de vida, os caminhos são tantos que , mais cedo ou mais tarde acabamos por andar em círculos, num labirinto de descaminhos.

Como aprender a  se perder, sem abandonar o grande norte? Por que nossos ricos, famosos e que tem tudo o que bilhões do planeta terra gostariam de ter sofrem tanto, fazem sofrer e são, na regra, exemplos de infelicidade, salvos por honrosas exceções?

Mas, e os não famosos, não ricos, não poderosos, as não belas e os não bonitos? Esses costumam sofrer porque  querem ser como os primeiros: ricos, belos, famosos e poderosos, para então desdenhar disso tudo e sofrer por outros motivos – seriam, talvez considerados  “mais sofisticados”.

E a gente feliz onde anda? Eles existem. É a enfermeira Carolina que, por duas vezes, tive a felicidade de encontrar às seis horas da manhã, para um exame de sangue num laboratório de análises clínicas. Estava lá sorridente, feliz. Fiquei feliz por revê-la ali. É o senhor Nishimura, com 100 anos de idade, feliz na transcendência da sua obra empresarial e da Fundação que há anos cria e prepara jovens para a vida, na Jacto S/A .  É a Dona Mira Falchi, que assisti dias atrás inaugurando um centro especial para tratamento de queimaduras no Hospital São Paulo. A sua ONG IPQ, lutou e realizou a obra. Felicidade é o que se via ali, em todos os envolvidos.  Felicidade é o que vemos na Dona Jô Clemente, fundadora e presidente de honra da APAE. Felicidade é o que recebemos do Sr Mindlin, ex empresário, amante apaixonado pelos livros. Feliz é o maestro João Carlos Martins, um superador de talento infinito. Felicidade é o que continuamos colhendo da obra de Monteiro Lobato, da literatura de Machado de Assis, que afirmou :“a arte de viver é extrair o maior bem do maior mal” . Felicidade é o que extraímos de Alexander Fleming que descobriu a penicilina, que nos salva desde então. Felicidade é o que tive ao ser salvo pela Dona Helena, minha vizinha, que estava lá, pelo Dr. Silvio Correa, médico capaz, que estava lá. Felicidade parece ser o conjunto da nossa obra humana na terra. A conseqüência, o resultado. Os frutos.

A babosa é uma planta amarga, mas de uma importância medicinal extraordinária. A babosa poderia não querer ser babosa. Poderia preferir a beleza dos lírios e ter o perfume das rosas. E se assim pensasse seria infeliz. Mas se ela souber como é preciosa e útil, não perderia em felicidade para ninguém.

O filósofo Bertrand Russel disse que felicidade existe, quando superamos a nós mesmos, como foco e centro da vida. Quando nossa vida é consciente de estar a serviço de causas maiores.

É isso aí. Talvez nossos ídolos se esqueçam das missões superiores e morram traídos pela auto-ilusão, dominados pelo auto-engano.

Felicidade é semear felicidade, mesmo que para isso, seu gosto não seja doce como o mel e pareça mais com a geléia real que sustenta a abelha rainha.

*Jose Luiz Tejon é Mestre em educação e cultura pela Universidade Mackenzie, professor de pós graduação da FGV e ESPM de São Paulo e autor de 12 livros entre eles, A Grande Virada, publicado recentemente pela editora Gente.

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Perdoar não é esquecer

2009.06.19 – Unasp-SP, Pastor Paulo Rabello

Antes de começar, quero fazer uma ilustração. Preciso de dois voluntários. Rodrigo e Bruno, obrigado.

O Rodrigo pede U$ 100 dólares emprestado para Bruno. Mas ele tem muitas dívidas pequenas para pagar e usa o dinheiro que teria que devolver ao colega para quitar as outras dívidas.

“Bruno, me desculpa, mas eu não tenho a grana para te devolver o dinheiro que você me emprestou.”

O Bruno diz que perdoa o Rodrigo. Vocês percebem o entusiasmo do perdão? O bruno perdoa o Rodrigo pelos 100 dólares.

O fato do Bruno ter perdoado significa que ele não tem prejuizo? Não. Ele continua com o prejuizo. Perdoando ele está 100 dólares mais pobres. Quantos perdoariam uma dívida de 100 dólares? Olha quanto mentiroso!? Uns 30. E quantos perdoariam mil reais? Olha quanta criança levantando a mão.

É isso que é o perdão. Você assume a perda. Aceita o prejuizo. Isso é caro. É uma perda grande. Carrão, carro. Perdão, perda.

Nós estamos falando de valores para ilustrar. Mas quanto você acha que Cristo pagou por você? Qual era o tamanho da sua dívida?

Mateus 18, Jesus ilustrou o valor e o tamanho do perdão.

Jesus usava as parábolas para ensinar lições e princípios eternos. Era muito comum naquelal época as pessoas fazerem uso dessa linguagem. Era popular, de fácil compreensão. À medida que Cristo contava uma historia sobre trigo e joio, as pessoas entendiam, e no campo meditavam no que ele pregou.

E os acusadores não entendiam o que ele queria dizer. As parábolas era um recurso didático do grande Mestre para ensinar. Somente os sinceros conseguiam assimilar. Vamos ler a parábola do credor incompassivo. Preste atenção. Cristo começa contando uma historia que se parece com o reino de Deus. Mateus 18, verso 23 a 35. Vamos ler juntos esse texto. (clique ou abra sua Bíblia)

O objetivo dessa história é nos ajudar a entender o perdão de Deus. Temos alguns valores que nos ajudam a entender. O homem deve ao rei 10 mil talentos. O rei fala:

- Tudo bem. Eu assumo esse prejuízo. Eu fico 10 mil denários mais pobre.

Mas aí o sujeito que acabou de ser perdoado encontra um amigo e o manda prender por muito menos. Essa história ganha novas cores quando você analiza o quanto representa 10 mil talentos: Um talento = 6 mil denários. Um denário é o salário de um dia, ou seja, 6 mil dias de trabalho.

Quanto uma diarista ganha em São Paulo, para limpar uma casa? Uma média de 50 reais? Ok. Para chegarmos a um talento vamos multiplicar o salário de um dia por 6 mil dias. Vamos chegar a 50 X 6 mil = 300 mil reais = um talento. Mas a dívida desse servo era de dez mil talentos. 300 mil vezes dez mil = 3 bilhões de reais (3.000.000.000).

100 denários = 5 mil. Ele devia 3 bilhões. Que situação. Ele recebe o perdão do rei para 3 bilhões de reais. Você perdoaria 3 bilhões de reais? Esse conservo se encontra com o seu semelhante que lhe deve 5 mil reais. Tem alguém aqui que ganha 3 bilhões de reais por ano? Em toda a sua vida? Nem se você  vivesse 50 vidas iria conseguir pagar a dívida que tinha.

E é isso que a parábola nos mostra. A disposição de um Deus em nos perdoar e nos aceitar. E na nossa cegueira espiritual pedimos a Deus um pouco de tempo para pagar algo que sabemos que nunca vamos pagar. Mas Deus assume e aceita o prejuízo e nos perdoa. Nós nunca conseguiriamos pagar se quer um terço da nossa dívida com Deus. E você se depara com um Deus que toma a iniciativa em buscar o ser humano e nos perdoar. Essa praábola mostra como ele se comporta em perdoar nossos pecados. O amor que ele tem em perdoar os seus filhos.

A partir do verso 31 passa do relacionamento de Deus para com o homem para o relacionamento homem-homem. Você olha pro lado. Sai de um encontro com Deus que lhe perdoa 3 bilhões e se depara com o irmão que lhe deve 5 mil. O que você deve fazer se comparar com a sua dívida? No mínimo dar tempo para ele tentar saudar a dívida dele. O mais sensato seria:

“Irmão, eu acabei de ser perdoado de 3 bilhões. Esquece isso, 5 mil não é nada. Segue a sua vida, vai ser feliz.

É Deus pra nós. E nós esquecemos que nós mesmos esquecemos o nosso nome no SPC do Céu. Nós julgamos nosso semelhante e os condenamos pelas suas dívidas de certa forma ridiculas pra conosco. Tudo que fazem conosco tem um valor ínfimo comparado com o que fazemos com Deus. Seus pecados com o seu pai. E a situação se torna ainda pior porque Deus vai além dos 3 bilhões. Você descobre que Deus vai além. Diz o profeta:

- “Tornará a ter compaixão de nós, pisará as nossas iniquidades e lançara nossos pecados nas profundezas do mar.

Há locais que passam de 11 mil metros. Isaias 43.25

- “Eu sou quem apaga as tuas transgressões por amor de mim. E dos teus pecados eu não me lembro.

Deus não somente lança os teus pecados e a promissória que você assinou, de 3 bilhões, no fundo do mar. E aí está o pedido impossível de Deus. Faça o mesmo com o seu semelhante. Mostra a disposição de Deus em nos perdoar e aceitar mesmo sendo pecadores e devedores. Faça aos outros aquilo que Deus fez por você.

Quando eu faço semanas de oração nas igrejas (pregações durante uma semana, à noite), eu costumo chegar uma hora antes do culto e ficar na sala pastoral pra atender alguém que queira conversar conosco. Às vezes a pessoa não se sente à vontade pra conversar com o parstor da igreja dela. Uma vez atendi um ancião de uma igreja, que era um médico. A esposa dele o havia traído por três anos. Ele dizia que já perdoou mas não conseguia esquecer o que ela tinha feito.

- ” A minha esposa vive dizendo que quem perdoa esquece. Deus faz assim. Se eu não esqueço é porque não perdoei de verdade. Pastor, como eu posso esquecer o que a minha esposa fez pra mim?

Irmão, desculpe. Você nunca vai esquecer o que a sua esposa fez pra você, respondi. Ele arregalou os olhos.

Deus não espera que você esqueça aquilo que os outros feizeram pra você. Deus consegue agir assim, mas não espera que você faça igual a ele porque você não é Deus.

Perdão humano é diferente do perdão divino.

Veja quantas coisas perdoar não é:

Perdoar não significa aprovar;
Não é fingir que o mal não foi feito;
Que o pecado seja justificado e seja menos pecaminoso de algum modo;
Fazer vistas grossas;
Ou permitir que pisem em você;
Não significa fingir que nunca se magoou.
Perdoar não significa que vc deve restaurar o seu relacionamento ao que era antes;
Se a sua amiga traiu a sua confiança, perdoar não significa que vocês devem voltar a ser os melhres amigas;
Não significa que as consequencias negativas do pecado sejam anuladas.

Deus espera que você aprenda a lidar com o que fizeram com você.

Perdoar é assumir a dívida e aceitar a perda.

Quando eu era pequeno, eu tinha o sonho de ganhar uma Caloi Cross Extra. E eu ganhei uma, no natal.. Azul, linda. E eu não podia me conter. No dia seguinte começamos a montar. Era duas vezes o meu tamanho. Mas eu pensei: Yes, I can. Vamos andar sem rodinhas.

Minha casa era comprida e tinha uma garagem grande. E eu fui lá pro fundo da garagem. Tem uma boa reta pra eu aprender. Comecei e fui, nhec, nhec, nhec… nhec… e quanto mais rápido se anda mai fácil é manter o equilíbrio. Eu comecei me sentir como The King of the world. Mas a alegria foi diminuindo a medida que o espaço foi terminando. E tinha uma curva não planejada na minha rota. Eu não tinha mais pra onde seguir. Eu começo a fazer a curva e no meio eu paro de andar de bicicleta e começo a voar. E aterriso com minha testa no degrau. Eu levanto com um olho só, o outro coberto de sangue. Meu pai estava falando com Luiz Riberio no telefone. E ele disse: Luiz, não dá pra falar mais. E puf. Desligou o telefone. Chegamos no “Prontiu” e não tinha atendimento. Procuramos um pronto socorro. Meu pai furou au fila comigo no colo. Meu herói. Na sala, meu pai falou: “fica aí com a sua mãe”, e saiu, com medo a injeção.

Perdao é hoje eu contar os detalhes do que aconteceu. Eu lembro a cor, eu voando, com quem meu pai falava ao telefone, eu entrando no negócio, a mulher com a seringa, enfiando o negócio na minha texta… não dói mais. Só tenho as cicatrizes. Eu carrego só as marcas do que aconteceu no passado.

E perdoar, não significa fazer esquecer. Perdoar não significa esquecer. Você nunca vai esquecer. Mas assim como eu, você precisa ter a ferida cicatrizada. Você vai carregar uma cicatriz no seu coração. Mas isso não afeta mais. É isso que Deus espera de você quando ele pede pra você perdoar o próximo.

Os psicólogso e estudantes que estão aqui sabem quantas pessoas querem ajuda porque não consguem deixar o passado para trás. E você precisa aprender a lidar com isso porque você nunca vai conseguir esquecer do que aconteceu com você.

Perdão é uma escolha consciente de libertar os outros dos pecados cometidos contra você para que você seja liberto. Você perdoa não porque o outro merece o perdão, porque ele pode não merecer. Mas é porque você merece ser feliz.

Porque na sua vida você vive carregando o pecado que as pessoas cometeram contra vc, e você não abandona os pecados das pessoas? Abandona aquilo que fizeram com você. Você não precisa disso. Quando eu falo mala eu falo um trambolho, e você é tentado a olhar pro lado. Mas esqueça, abandone, vá viver longe. Tem gente que tá até agora olhando pro lado.

Muitos vivem uma vida cinza, apática, porque não consegue se desvencilhar do passado. Não perdoar transforma você uma vítima perpétua daquele que o feriu. Em um sentido mais profundo, o perdão é algo entrevocê e Deus. Sua disposição em perdoar é diretamente proporcional ao quando você foi perdoado. O perdão não é pra fracos, tímidos. É para os fortes. Aqueles que tem a coragem de deixar o passado pra trás e seguir olhando pra frente.

Deus não espera que você perdoe o seu semelhante exatamente como ele faz por você. Ele sabe que nós não conseguimos. Mas ele pode dar o poder pra você aprender a lidar com isso. Nossa compreensão do que Deus fez por nós nos ajudará a determinar o que eu farei pelo meu semelhante quando ele pecar contra mim.

Talvez você precise perdoar o seu cônjuge – na hora de abandonar aquele pecado. Talvezvocê precise perdoar o seus pais, pelos erros que cometeram contra você. A gente só aprende a ser pai sendo pai. E eles erram tentando. Perdoe o seu pai se ele precisa do seu perdão. Você merece ser feliz.

Pai, talvez você precise perdoar o seu filho porque ele é humano e também erra. Eu queria que você saisse daqui essa manhã tendo noção do quanto Deus te perdoou e o que ele espera devocê no seu relacionemento com o próximo.

Perdoe porque é o melhor negócio pra você, e porque você merece ser feliz.

E o perdão de Deus ele já te deu. Seja feliz.

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